Chupinguaia: Polícia Civil deflagra Operação Metástase

Em nova operação de combate à corrupção a Polícia Civil requisitou perícia em obras públicas com denúncia de desvios e cumpriu mandados de busca e apreensão  de documentos na Prefeitura Municipal de Chupinguaia.

A operação teve início nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira, 20.04, mobilizando dois delegados de polícia, um escrivão, oito agentes e um perito criminal para o cumprimento das diligências.

A investigação partiu de denúncia dando conta de vários ilícitos que vão desde pagamentos irregulares de empresa funerária, sem qualquer espécie de licitação, com funerais pagos a familiares “amigos” de políticos, asfaltamento e calçamento com custo de quase meio milhão de reais aos cofres públicos, sem a mínima conclusão da obra, além de  desvios  de cestas básicas e de  pagamentos fraudulentos de aluguéis de imóveis, em grande parte com indevido uso de recursos da assistência social do Município.

Algumas dessas irregularidades já haviam sido constatadas em parte por uma comissão de processo administrativo que foi instalada e presidida pela  procuradoria da própria Prefeitura Municipal, no segundo semestre do ano passado, após fiscalização e cobrança da Câmara Municipal.

Um dos investigados, na época Secretário Municipal de Assistência Social, chegou a ser afastado do cargo, mas mesmo com  indícios de corrupção apurados  voltou, em janeiro deste ano, a ocupar novo cargo de relevância, agora o de Secretário Municipal de Cultura e Turismo de Chupinguaia.

“São indícios graves de irregularidades,  até mesmo desvios de cestas básicas, além de outros ilícitos ocorrendo principalmente em mau uso de verbas da assistência social. Esse é apenas o começo da investigação e neste início precisamos buscar e apreender, com a devida autorização judicial, não dando chances a sumiço de provas,  documentos  que sirvam para futura comprovação de crimes relatados na denúncia que recebemos. Se confirmarmos os indícios, configurada estará prática de crimes como dispensa indevida de licitação e peculato, praticados justamente com verbas de um setor que deveria ser destinado diretamente a pessoas menos favorecidas financeiramente, o que é mais grave ainda aos olhos da investigação e isso não ficará impune” ponderou  o Delegado Regional da Polícia Civil, Fábio Campos, que preside a investigação.