CASO NATANN: Investigação da Polícia Civil comprova que adolescente de 12 anos foi assassinado

Após um complexo trabalho por parte da Polícia Civil de Cacoal, o Delegado Arismar Araujo e a Delegada Fabiana May Brandão, realizaram uma coletiva de imprensa as 12h da última terça-feira (27/06), para apontar os resultados obtidos com as investigações a respeito da morte do adolescente de 12 anos, Natann da Mota Soares, no dia 05 de junho em Cacoal, conforme mostra o inquérito 139/2017.

CAUSA REAL DA MORTE

De acordo com o Delegado da Polícia Civil, Arismar Araújo, a causa da morte apontada pelo Laudo final do legista foi por asfixia mecânica por sufocamento, o que significa que o adolescente foi enforcado com as próprias mãos do autor. Em resumo, o jovem Natan foi assassinado.

O laudo aponta ainda que o jovem tinha 13 lesões entre elas lesões que mostravam a tentativa de defesa da vítima.

PRISÕES DOS ENVOLVIDOS

Arismar Araújo, revelou ainda que a mãe e o padrasto tiveram suas prisões realizadas na terça-feira (27/06). O padrasto, Bruno Alves Domingues, estava em Cacoal e a mãe, Séfora Anerão Mota, estava no município de São Miguel do Guaporé onde uma equipe da polícia já estava com ela. Séfora está grávida de aproximadamente oito meses e por esta razão poderá ter prisão domiciliar.

O trabalho investigativo da Polícia Civil, em especial da equipe de homicídio, aponta que o autor do homicídio de Natann seria o padrasto, com a colaboração da mãe, mesmo não tendo indícios de ela estar no local do crime, contudo, foi classificada como co-autora do assassinato.

Informações colhidas das testemunhas, no domingo, dia anterior ao crime, revelam que a vítima teria passado o dia fora com amigos por que já tinha sido agredido em casa, e por isso saiu de lá, e no momento de retornar para residência conversou com a avó que tinha medo pois sabia que iria apanhar. A avó o teria orientado a ficar na casa dela e trancar a porta com um ferrolho, haja vista que a mãe de Natann teria a chave da porta.

MOTIVAÇÕES E A MORTE DE NATANN

No inquérito consta que a mãe de Natann teria saído no domingo a procura dele mas não o encontrou. Ela saiu pois Bruno não poderia estar na rua por estar usando uma tornozeleira eletrônica e o horário não permitir mais sua saída da residência.

As contradições nos primeiros depoimentos do padrasto foram importantes para as investigações. Ele teria dito por duas vezes que não esteve na casa onde o menino foi encontrado, mas o sistema de monitoramento via tornozeleira mostrou que Bruno esteve por três vezes na casa da Avó. Bruno esteve das 05h59 as 07h23, das 08h15 as 08h35 e das 08h41 as 08h59, sendo este ultimo horário o momento em que teriam supostamente achado o menor já sem vida.

As investigações da Polícia Civil mostram que assim que Bruno pode sair de casa foi até a casa da avó, que não estava mais no local, arrombou a porta que estava fechada por dentro com ferrolho e teria agredido Natann. Não se sabe ao certo qual momento que Nattan teria sido assassinado, pois, de acordo com a médica que atendeu o menino no primeiro momento no Hospital, ele já chegou sem sinais vitais e que, depois de 20 minutos de trabalho de reanimação onde alguns sinais foram restabelecidos, mas logo após, a morte de Natann foi declarada.

De acordo com a Delegada da Polícia Civil, Fabiana May, a motivação seria “raiva” e que a participação da mãe foi crucial para o desfecho trágico. “A mãe teve participação no momento em que instigou Bruno a agredir o menino. No domingo ela teria saído para encontrar Natann pois o Bruno estava impedido devido usar tornozeleira e o horário não permitia mais ele estar na rua. No dia seguinte, de acordo com o inquérito, ele encontrou o jovem na casa da avó”, disse Fabiana May e complementou: “existe um histórico de agressões por parte deles contra o jovem Natann”.

ABUSO SEXUAL

Ao contrário do que foi proliferado nos primeiros momentos da morte de Natann, a conjunção carnal (abuso sexual) não foi constatado pelos legistas e a causa da morte foi por asfixia mecânica.

DECLARAÇÃO DE ÓBITO

A declaração de óbito emitida pelo hospital HEURO no dia do fato apontou como causas naturais o falecimento do adolescente. Este ponto foi apontado pelo Delegado Arismar como normal pois no primeiro momento não se teve tempo hábil para uma análise mais profunda. “Estamos de posse do laudo oficial a alguns dias, mas estávamos esperando o melhor momento para apontar os resultados das investigações de toda a equipe da Polícia Civil. A declaração de óbito é um documento do hospital para a liberação do corpo para os atos fúnebres, mas com as fotos, recolhimento de material para análise e outros fatores, os legistas e profissionais encarregados comprovam de forma científica a causa da morte, neste caso, por asfixia mecânica”, disse Arismar.

Fonte: Ascom com informações de site Rondônia in Foco

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *