Chupinguaia: Operação Metástase – Segunda fase

Na manhã desta segunda-feira, 02.05, a Polícia Civil em Vilhena deflagrou a segunda fase da Operação Metástase, em prosseguimento à investigação de suposto esquema de corrupção na Prefeitura de Chupinguaia.

Esta etapa foi deflagrada para o cumprimento do mandado de prisão do Secretário Municipal de Turismo, bem como de ex-servidor da Prefeitura, além do mandado de afastamento imediato do cargo do Procurador-Geral do Município. Os mandados foram expedidos pelo juízo da 1ª Vara Criminal de Vilhena.

Deram cumprimento aos mandados um  Delegado de Polícia, cinco Agentes da Polícia  Civil e um Oficial de Justiça do Fórum de Vilhena.

O ex-servidor foi preso. O Procurador-Geral do Município foi afastado do cargo. Já o Secretário Municipal de Turismo não foi localizado. Segundo apurado, não comparece há dias na Secretaria ou em outros órgãos municipais e está em local incerto e não sabido. Seu mandado de prisão será inserido no sistema nacional, podendo ser capturado em qualquer lugar do país. Caso não se apresente nas próximas horas, seu nome e sua imagem poderão ser divulgados para facilitar as buscas sobre seu paradeiro, uma vez que será considerado foragido.

 

Entenda o caso

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Na busca e apreensão realizada pela Polícia Civil no último dia 20.04, na sede da Prefeitura Municipal de Chupinguaia, foram comprovadas fraudes em recursos do Fundo Municipal de Assistência Social, pelo hoje Secretário Municipal de Turismo.

Ao menos R$ 40.500,00 reais foram desviados, num dos  esquemas de desvio de verba que consiste  em pagamentos de aluguéis fraudulentos de um imóvel onde funciona o Conselho Tutelar do município.

“Há outros indícios de desvio de dinheiro naquela Prefeitura e todos serão apurados”, afirmou o Delegado Regional da Polícia Civil de Vilhena, Fábio Campos.
Riscos à instrução criminal
Restou comprovado que os dois processos que comprovariam as irregularidades sumiram da Prefeitura, um deles da Secretaria Municipal de Assistência Social e outro da Procuradoria do Município.

Contudo, os investigadores conseguiram apreender  documentos comprovando o pagamento feito pela Prefeitura, ao ex-servidor, e o parecer do Procurador-Geral do Município, dando como jurídico o reconhecimento de dívida e sua quitação a quem não tinha vínculo com o imóvel.

Além disso, conforme a investigação, após a busca e apreensão no dia 20.04, o Secretário Municipal de Turismo teria oferecido um cargo na Prefeitura Municipal ao ex-servidor para que não relatasse o esquema à Polícia Civil.