Polícia Civil, Militar e SEDAM deflagram Operação “Terra Prometida” em Buritis

A Polícia Civil em conjunto com a Polícia Militar, Companhia de Operações Especiais (COE), Núcleo de Operações Aéreas (NOA) e SEDAM deflagraram na última quarta-feira (27/09), a Operação denominada “Terra Prometida”. De acordo com a Polícia, o objetivo da Operação foi prender suspeitos de comandarem uma associação criminosa responsável por explorar e invadir ilegalmente as áreas da Unidade de Conservação do Parque Estadual Guajará-Mirim para comercializar lotes. Foram realizado o cumprimento de 15 mandados judiciais, sendo oito prisões temporária e sete de busca e apreensão, envolvendo cerca de 60 indivíduos entre Delegados, policias e fiscais ambientais, além de técnicos da SEDAM.

O Delegado da Polícia Civil, Julio Cesar, explica que a operação é um desdobramento de uma ação ocorrida em agosto deste ano, na qual um homem de 40 anos, suspeito de comandar um desmatamento e lotear as áreas para a criação de uma vila dentro do Parque de Proteção Ambiental, foi preso. “Nesta data, o invasor foi preso novamente durante a ação policial juntamente com a esposa e um filho”, disse o Delegado.

De acordo com o Delegado da Polícia Civil, Roberto dos Santos, as investigações iniciaram há cerca de 40 dias, e mesmo em pouco tempo, conseguimos identificar os suspeitos pela destruição da Unidade de Conservação. “Estive no local, verifiquei in loco a devastação que essa associação criminosa estava realizando no local. Prendemos pessoas em flagrante delito e se não realizássemos esta intervenção, a unidade iria continuar sendo explorada de forma ilegal”, explica o Delegado.

Lucas Torres, Delegado da Polícia Civil na região afirma que a Instituição esta preparada para realizar o enfrentamento de quaisquer prática criminosa na região. “Atuamos em várias frentes de trabalhos aqui e um deles bastante recorrente são os crimes ambientes, pois é uma região muito produtiva, contudo, estamos trabalhando para sanar estas práticas”, esclarece o Delegado.

O Delegado-Geral da Polícia Civil, Eliseu Muller, participou da ação policial e disse que é necessário a união dos órgãos. “Esta ação é reflexo do Programa de Segurança Pública lançado pelo Governo do Estado para o enfrentamento da criminalidade. A união das Instituições garante mais efetividade nas ações policiais, pois trabalhando com os núcleos de inteligência e formalizando as parcerias teremos mais força para enfrentar a criminalidade”, disse o Delegado.

Há alguns meses  atrás, cerca de 60 pessoas distribuídos entre a Polícia Militar (PM), Polícia Ambiental, Secretaria do Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) se deslocaram ao município e encontraram um rastro de destruição dentro das unidades de conservação do Parque Estadual Guajará-Mirim, Parque Nacional Pacaás Novos e Parque Uru-Eu-Wau-Wau.

O Secretário da Sedam, Vilson Sales, esteve em Buritis nesta ação Policial e informou que há alguns meses estão sendo realizados o acompanhamento no local e que só será finalizado quando os órgãos de segurança e proteção ambiental chegarem às prisões das pessoas responsáveis por fomentar as invasões nas unidades de proteção ambiental.

O Secretário afirmou ainda que os invasores da área colocaram o nome do local de ‘Terra Prometida’, porém, Vilson faz um alerta que quem estiver no local está cometendo crimes ambientais, além de formação de quadrilha. “Nós esclarecemos que quem está nessa Terra Prometida, está praticando crime ambiental, e vou além, além desse crime ambiental, também está cometendo formação de quadrilha, entre outros. Então essa terra prometida, ela não existe, ela é uma área que está dentro do Parque Guajará-Mirim e quem estiver lá dentro, se não sair, será preso pela PM e Polícia Civil”, salienta.

Vale ressaltar que foram apreendidos várias armas, inclusive armamento artesanal, e dezenas de munições durante a ação policial.

Terra Prometida

O nome dado a Operação é o mesmo nome dado pelo grupo criminoso que prometia terra as pessoas dentro de uma Unidade de Conservação, neste caso, proibido qualquer manipulação da área.

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